RESOLUÇÕES DO FÓRUM DE LINGUAGENS 16/07/12

PRA NÃO BOIAR NO MAR!
Um breve relatório e agenda do resultado do encontro do Fórum das Linguagens desta segunda feira dia 16, por quem estava lá e tá compartilhando o que viu e ouviu, do jeito que entendeu.

20/07 sex – TWITTAÇO
Vai rolar um twittaço sexta-feira dia 20 às 12h com nova #hashtag que será eleita em enquete a ser criada no grupo Movimento Arte e Resistência (MAR) no Facebook. 

25/07 QUARTAS DE LUTA – ATO SHOW
Mais um Ato Show com Intervenções artísticas a partir das 16h na Praça do Ferreira, quase em frente à SECULT (Rua Major Facundo, 500 – Centro – Edifício Cine São Luiz). Os artistas interessados em participar devem confirmar presença em tópico a ser criado no grupo MAR no Facebook. 

27/07 sex – REUNIÃO DO FÓRUM DAS LINGUAGENS
A partir das 17h, no Teatro Universitário Paschoal Carlos Magno (Teatro Universitário. Av. da Universidade, 2210 – Benfica) haverá nova reunião do Fórum das Linguagens. Neste encontro será feita a leitura e validação do documento construído a partir dos Dossiês das Linguagens, compilado e estruturado pelo Grupo de Trabalho (GT) eleito entre os presentes na ultima reunião do fórum, que aconteceu segunda feira dia 16, na Casa Juvenal Galeno. Esse documento será entregue na Casa Civil, segunda feira dia 30. O responsável e o horário para entrega do documento serão decididos nesta mesma reunião. Nos encontros do Fórum das Linguagens também são discutidas outras pautas que surgem de acordo com as demandas do grupo presente e pertinentes às ações que estão sendo organizadas e realizadas pelo MAR. 

30/07 seg – ENTREGA DA CARTA E DOSSIÊ DO MAR
Neste dia será entregue na Casa Civil a Carta de Repúdio ao descaso do Governo do Estado do Ceará com a Cultura e como anexo o documento com as reivindicações e propostas derivadas dos Dossiês das Linguagens, compiladas e estruturadas pelo GT supracitado.

01/08 QUARTAS DE LUTA – Lançamento da Linha MAR de camisetas
A fim de cada vez mais aproximar os artistas ao movimento e ampliar o discurso do MAR para mais e mais pessoas, surgiu essa idéia de “ilustrar” o MAR – Movimento Arte e Resistência em camisetas. Assim, artistas comoMatias Francisco e Yuri Yamamoto, por convite da Silvia Moura, desenvolveram obras que serão impressas e trabalhadas em camisetas produzidas pela Silvia juntamente com seus autores. Nesta quarta haverá um pequeno coquetel, em local e hora a ser definidos, para exposição e venda das peças. Todo dinheiro arrecado será revertido pra custeio de despesas de logística e demais ações do MAR. Quem tiver interesse em contribuir com novos layouts, entrar em contato com a Silvia.

*19/07 qui – GT DO DOSSIÊ
No ultimo encontro do Fórum das Linguagens, que aconteceu nesta segunda feira dia 16, foi eleito um Grupo de Trabalho com um representante presente de cada linguagem presente, para compilação e estruturação dos Dossiês das Lingagens em um documento coletivo a ser entregue dia 30, contemplando tudo que foi abordado e proposto por cada linguagem em seu dossiê. O GT realizará seu primeiro encontro para elaboração e construção deste documento nesta quinta dia 19 a partir das 14h em local a ser confirmado. Provavelmente a Vila das Artes. O grupo é composto por Alexandre MourãoAngela SouzaEdnardo Honório de LimaHugo Pierot,Lorena NunesMariana Smith e Thiago Arrais. Importante ressaltar que a reunião do dia 27 tem por finalidade a leitura e validação deste documento. 

 

Por Lorena Nunes

Via Facebook:

https://www.facebook.com/groups/321110894641006/

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54º Fórum Cearense de Teatro

Ato #deCIDapelacultura

Imprensa: Pinheiro de volta

Em entrevista exclusiva ao Caderno 3, Francisco Pinheiro aponta rumos da Secretaria, reconhece erros e rebate críticas

Após uma semana de protestos em frente à sede da Secretaria da Cultura, na Praça do Ferreira, e na internet (com a hashtag “#deCIDaPelaCULTURA” viralizada em manifestações nas redes sociais), fruto de mobilização que envolveu artistas de diversas linguagens, pela primeira vez, na última quarta-feira, o Governador Cid Gomes se pronunciou em relação a pasta.

Durante a cerimônia em que empossou pela terceira vez Francisco Pinheiro (PT), na manhã de quarta-feira, Cid reconheceu erros e prometeu mais atenção para a Cultura. No mesmo dia, à tarde, em entrevista exclusiva para o Caderno 3, foi a vez do já secretário Pinheiro reconhecer fragilidades em relação à Secult, respondendo ainda a críticas dos manifestantes e apontando prioridades de sua gestão. Pinheiro garantiu que, desta vez, fica na pasta, pelo menos, até 2014, quando deve precisar se desincompatibilizar para, ai sim, concorrer as eleições. “A perspectiva é de continuar normalmente como estávamos anteriormente. Estou tranquilo”, disse o secretário em relação à volta.

Ele classificou como importante as declarações do governador no ato de sua posse, mas falou em tom diferente ao utilizado por Cid Gomes na ocasião, que chegou a falar em um novo projeto de gestão da Cultura. “Conversamos por duas vezes. Basicamente nós tentamos ver como avançar mais ainda o que vínhamos avançando em relação à Cultura”, disse Pinheiro.

Críticas

Sobre as críticas que vem recebendo sua gestão, o secretário é político ao reconhecer a legitimidade dos protestos como uma ferramenta de debate democrático, mas denuncia que a intensidade das manifestações cresceu por razões eleitorais. “Normalmente no período eleitoral essas coisas se exacerbam. E coincidentemente exacerbou-se no período eleitoral, no momento da minha saída. Não havia nenhuma discussão antes de eu sair para essa desincompatibilização”, questionou. E completa, “há pessoas interessadas em assumir a pasta da cultura. É um direito e o cargo é do Governador. Mas o Governador resolveu nos reconduzir”.

Questionado se esse seria o único motivo para as críticas, Pinheiro é direto. “Não. Nós temos dificuldade de gestão. Reconhecemos e sempre dissemos isso. Mas já fizemos boas correções e vamos continuar fazendo”.

Entre as críticas que considera injustas, ele aponta reclamações de falta de diálogo por parte da secretaria. “Nós recebemos todas as linguagens por diversas vezes. E, na maioria das vezes, nós encaminhamos as solicitações”, rebate.

O secretário questiona ainda que as linguagens que criticam mais duramente a gestão são, segundo ele, também as que mais receberam recursos. “Se você levantar os dados do que nós investimos nestes setores, você vai ver que são os setores mais aquinhoados”, diz, citando como exemplo a Dança e o Teatro.

Em números divulgados pela Secult, a execução orçamentária da pasta passou de uma média de R$28,6 milhões anuais de 2003 a 2006, para R$49,3 mi, na média da primeira gestão de Cid Gomes, de 2007 a 2010; e, de janeiro de 2011 a maio deste ano, R$60,9 milhões (um valor que, em projeção anual, representa, na verdade, uma redução em relação ao primeiro mandato de Cid, caindo para R$43 milhões/ano). “Em relação ao governo anterior, do governador Lúcio Alcântara, o nosso governo, da primeira e da segunda gestão, de longe está a frente do anterior”, destacou Pinheiro.

O secretário citou como exemplo investimentos que considera significativos nas áreas de Audiovisual, Dança, dos festejos juninos e o próprio Edital de Incentivo as Artes, que engloba diversas linguagens. “Nós temos clareza que tem alguns setores que nós precisamos implementar, por exemplo, a área da Música. Estamos pensando para ela um projeto de grande monta para o Estado do Ceará como um todo, que está no processo de elaboração”, adiantou.

Representação

Sobre o sucateamento da estrutura técnica da Secretaria da Cultura, um dos pontos levantados no abaixoassinado que circula entre os artistas, Pinheiro reconhece uma deficiência no quadro funcional, mas descarta a proposta colocada de agregar a este quadro um representante de cada linguagem. “A secretaria tem um quadro de funcionários que estão envelhecendo e estão em um processo de aposentadoria. Nós estamos discutindo com o Governador, já estamos repondo isso”, e completa, “a grande discussão é que cada linguagem quer ter um representante dentro da Secretaria. Isso não é possível. A secretaria é um espaço técnico. Nós vamos estabelecer o contato com as linguagens, mas não necessariamente tem que ter um representante aqui”. O secretário argumentou que este papel já é exercido pelo Conselho Estadual de Cultura. “É o ente que dialoga, em nome da sociedade civil, com todas as linguagens”.

Formação

Durante a ausência de Pinheiro, na última segunda-feira, dia 2, um grupo de artistas foi recebido pela então secretária Maninha Moraes, que hoje está de volta ao cargo de secretaria adjunta. Entre os pontos colocados, estava a falta de investimento na formação nas diversas áreas. Hoje, apenas a dança possui um curso técnico mantido pelo Instituto de Arte e Cultura do Ceará. Na ocasião, chegou-se a cogitar a criação de cursos para as demais linguagens.

Pinheiro reafirmou que este é um ponto que será priorizado, mas ponderou sobre a necessidade de cursos para todas as linguagens. “Não podemos pensar na formação como era na década de 1980. Por quê? Na década de 1980, você não tinha praticamente nenhum curso de nível superior no Ceará ligado à cultura. Hoje você tem várias universidades com vários cursos ligados a área”, argumentou, citando como exemplo a área da música, que possui cursos na UFC, UECE e IFCE. Para o secretário, uma das prioridades na área de formação será a capacitação de agentes culturais para a elaboração de projetos e prestação de contas. “Nós temos alguns projetos que eu chamo projetos infraestruturais da cultura”, destacou o secretário sobre projetos que considera prioridade.

Dois deles, que pretende deixar como marca de sua gestão: a Pinacoteca do Estado, projeto que se arrasta desde a gestão passada, do Secretário Auto Filho, e investimentos relacionados à memória e documentação. “O governador já nos garantiu recurso nesta área. A cultura não é só feita de eventos. Ela tem que ter algo que seja a base dela. Então ela ter um bom sistema de documentação, arquivo e memória organizado, possibilita que as gerações futuras e mesma as gerações atuais possam planejar melhor as ações na área da cultura”, justificou.

SAIBA MAIS

Em reunião realizada no final da tarde de quarta, no Theatro José de Alencar, o grupo “Movimento Arte e Resistência”, que vem catalisando as manifestações em relação a política cultural do Estado, decidiu seguir com a mobilização. Cerca de 70 artistas de diversas linguagens estiveram na reunião onde foi acordada a elaboração de um documento detalhado demandas, a ser finalizado na próxima sexta-feira, 13, em outra reunião no TJA. “Os artistas estão se mobilizando para mais manifestações. A intenção é conseguir falar com o governador e conseguir propostas concretas para o Estado. Nos vamos anexar esse documento ao abaixoassinado que estamos circulando e queremos oficializá-lo com Casa Civil”, detalhou o realizador Victor Furtado, que participa do movimento. Segundo ele, a ideia é, até lá, agregar o máximo de artistas e colher demandas dos setores culturais.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1156609

Imprensa: Três vezes secretário

Cogitado para reassumir hoje a Secretaria da Cultura, o deputado estadual Professor Pinheiro deve ser recebido na porta por protestos de artistas

A semana promete ser movimentada para a gestão da Cultura no Ceará. Depois de sua segunda saída temporária, o deputado estadual Professor Pinheiro (PT) pode assumir pela terceira vez em um ano e meio a Secretaria da Cultura do Estado (Secult), agora em meio a uma série de protestos da classe artística.

A vigília que teve início na última quarta-feira, na qual vários artistas vararam a noite na Praça do Ferreira, em frente à atual sede da Secult – que se mudou do Palácio da Abolição para o prédio do Cine São Luís –, está prevista para acabar hoje pela manhã, quando os manifestantes pretendem recepcionar Francisco Pinheiro e protocolar o manifesto do movimento.

O documento, que contabiliza mais de 1.200 assinaturas no abaixo-assinado disponível na Internet, critica “o evidente descaso dado à Cultura pela atual gestão do Governo do Estado do Ceará, sob a administração de Cid Gomes”. Para eles, a Secult “tem sido usada para negociatas político-partidárias, ao invés de cumprir sua função como agenciador, catalisadora e propulsora de ações que fortaleçam, desenvolvam e instiguem políticas públicas de cultura no Ceará”.

No texto, os artistas reclamam também da “delegação de cargos e responsabilidades, em toda a hierarquia relativa à gestão da Pasta da Cultura, a gestores/interlocutores que, em sua maioria, desconhecem as problemáticas e contextos artísticos, não tendo histórico que os habilite a ocupar as funções que lhe são delegadas”.

Apesar de ser criticado pelo aparelhamento da Secult com a nomeação de pessoas sem experiência na área para cargos de primeiro escalão, Pinheiro não está no centro das reivindicações. A principal questão apontada pelos documentos e por integrantes do movimento é a gestão centralizadora do governador, que precisa aprovar qualquer projeto antes da liberação dos recursos pela secretaria.

“Tem parte do movimento que não quer que ele (Pinheiro) volte por causa desse vai-e-vem, que pra gente significa uma falta de compromisso com a secretaria. Mas a gente nem quer levantar essa questão agora, o que a gente quer mesmo é mudar o quadro em que a secretaria se encontra”, explica a coreógrafa Sílvia Moura, integrante do Fórum de Dança e uma das líderes do movimento.

Movimento

Desde a manhã de quinta-feira, com o protesto que reuniu cerca de 100 pessoas na Praça do Ferreira, a gestão estadual da cultura passa por uma série de protestos.

 Na tarde de quinta ainda, durante audiência pública na Assembleia Legislativa convocada pelo próprio deputado Professor Pinheiro para discutir a “Lei do Mecenato” – forma de financiamento de projeto culturais através de renúncia fiscal –, os artistas intervieram no debate e leram o seu manifesto. O que aconteceu também à noite, em evento no Theatro José de Alencar que contou novamente com a presença de Pinheiro.

Maninha Morais, secretária-adjunta e titular interina da pasta, disse que tinha interesse em ler o documento e pediu aos manifestantes que o encaminhassem à secretaria.

Um dia depois, na sexta, foi a vez da hashtag #deCIDapela cultura chegar ao topo dos trendtopics do Ceará no Twiter. A mobilização ganhou também o Facebook, onde artistas cearenses em várias cidades do Brasil e do mundo publicaram fotos segurando cartazes em solidariedade ao movimento.

“A nossa principal meta é uma audiência com o governador. A nossa questão é um modelo de gestão da secretaria, principalmente a centralização dos projetos que acontecem, os prazos vão sendo estourados e um quadro técnico que não tem o conhecimento específico do campo cultura”, afirma o ator Gyl Giffony.

Fonte: http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2012/07/02/noticiasjornalvidaearte,2869891/tres-vezes-secretario.shtml

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